Início Opinião Graça Amiguinho Santa Eulália – um pequeno paraíso!

Santa Eulália – um pequeno paraíso!

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Quem nunca de lá saiu, quem ali vai envelhecendo, não saberá entender a beleza e a tranquilidade desta aldeia tão branquinha, aldeia que sempre assim foi e continuará sendo pelos tempos fora – a maior aldeia do distrito de Portalegre.

Os que partiram, como eu, nos anos 60, sabem avaliar todo o encanto que nas suas ruas se encerra, o silêncio das noites de luar, a ternura que sentimos em cada pedra da calçada.

Santa Eulália prima pelo asseio, o cuidado com que os seus habitantes a tratam, o empenho da sua Junta de Freguesia em estar presente para que os problemas sejam resolvidos.

Passei na minha Aldeia as melhores férias de toda a minha vida. Foi um regresso às minhas origens com todo o prazer que isso pode trazer-nos à alma e ao coração.

Santa Eulália, posso dizê-lo com vaidade, é uma pequenina cidade encantada onde o amanhecer primaveril é de um esplendor incomparável. Nela fazem ninho milhares de andorinhas que, tal como todos os que andam pelo mundo fora, quando ali regressam sentem a leveza e a alegria de estar.

“Canto a minha terra, a minha gente ! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

As gentes da minha Aldeia, hoje, vivem uma vida tranquila e os mais velhos desfrutam do bem estar e convívio social que lhes é oferecido tanto pela Junta de Freguesia promovendo atividades lúdicas e culturais como pelo comércio local que, nos seus espaços decorados com elegância e bom gosto, lhes proporcionam um ambiente de tertúlia e reencontro com amigos .

Logo pela manhã, calmamente, nos seus cafés, tive o prazer de ter interessantes conversas com amigos (as) de infância, recordando coisas passadas entre o beber de um «galão» e um «bolinho de manteiga» ou uma «dobradiça» no Leme onde a juventude aparece com os seus computadores, na Baromba onde as «torradas» de pãozinho fresco são uma delícia, virada para o Largo da Fonte ou no Bar Juvenil no Largo Capitão Carpinteiro.

Chegada a hora de almoço, sem querer menosprezar ninguém, e porque ali fui levada por uma amiga e adorei o sabor da boa comida tradicional, lá estávamos nós no Goleta mais conhecido na Aldeia por Tate.

No Tate me surpreendeu a frequência constante de famílias espanholas que aguardavam vez para almoçar e com razão, pois o preço e qualidade são difíceis de encontrar tão bem combinados.

As tardes eram de um calor estonteante. Nem os passarinhos o aguentavam. Onde se escondiam, só eles sabiam. Nós também procurávamos a frescura da casa e fazíamos a antiga «sesta» para recuperar energias.

O carinho de familiares e amigos, os abraços e sorrisos, os manjares com que nos mimaram jamais poderão ser esquecidos.

Voltar a fazer a reza do terço no mês de Maio na Igreja onde fui batizada, tive aulas de catequese, fui catequista, fui crismada e me casei,  tem um sentido tão profundo que dificilmente poderei traduzir em palavras.

Chegado o grande dia da Feira da Aldeia nem sei como o meu coração aguentou tantas emoções. Logo pela manhã, bem cedo, fomos para o Parque das Feiras com uma tendinha para angariarmos fundos para o nosso Grupo de Danças e Cantares «Os Encantos do Alentejo». Na barraquinha do “brinhol” deliciei-me com um bom pedaço, saboroso,  e que me trouxe à memória outros tempos tão bonitos e diferentes.

Mais emoções e vivências tão ricas foram vividas num encontro da minha Família Amiguinho  com membros vindos de todo o Portugal  e até do estrangeiro para gravar na nossa história a memória dos nossos antepassados.

A tarde do dia 10 de junho, escaldante, ficará para sempre na recordação de todos os aldeanos por bons motivos. Surgiu à luz brilhante e intensa o lindo Grupo «Os Encantos do Alentejo» com toda a graciosidade dos seus trajes e com a alegria dos seus cantares.

Com eles percorri as ruas da minha Aldeia ,os acompanhei na cerimónia solene de bênção na Igreja Matriz até ao espetáculo que ofereceram no Parque Infantil da Aldeia  à numerosa população que se juntou para os aplaudir e às entidades oficiais que o apoiam: Junta de Freguesia e Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Elvas.

Foi por este Grupo que me desloquei para a minha Aldeia e tive a imensa alegria de os poder apresentar e enaltecer. Dele me sinto orgulhosa pois concretizaram um sonho meu e de quem tanto lutou e luta por ele, uma família residente em Santa Eulália.

Santa Eulália acolhedora,
minha Aldeia tão branquinha.
minha alma sonhadora
acredita que és minha!

Partilho convosco o Hino a Santa Eulália , escrito por mim e cantado pelos «Encantos do Alentejo»

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