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A saúde das nossas crianças

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Quando surge uma epidemia todos nos questionamos se as nossas crianças gozam dos plenos direitos que a Constituição lhes oferece no que concerne aos Cuidados de Saúde Primários.

Sabemos que desde 1965 existe o Plano de Vacinação e que, a 19 de Março de 1975 se iniciou uma Nova Política de Saúde para TODOS, dando prioridade aos Cuidados de Saúde Primários, em especial à Saúde Materno-Infantil, reconhecendo a importância da Prevenção e Promoção da saúde que até aqui estavam em segundo plano em benefício da componente curativa.

Tendo sido reconhecido o direito à saúde a todos os portugueses, criaram-se Centros de Saúde em todos os municípios e sedes de distrito.

Houve, de uma forma notória, uma melhoria dos valores dos principais indicadores sanitários tais como a Taxa de Mortalidade Infantil e a percentagem de partos assistidos.

O Serviço Nacional de Saúde foi criado em 1979. No início da década de oitenta criou-se e desenvolveu-se a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais nos hospitais, reduzindo imenso a mortalidade neonatal.

Em 2000, no relatório da Organização Mundial de Saúde, relativo a 191 países, Portugal orgulhou-se de ser o décimo segundo na classificação no desempenho dos Sistemas de Saúde ultrapassando a Grã-Bretanha, a Alemanha. o Canadá e os Estados Unidos da América.

Existe um consenso à escala internacional que relaciona o nível de instrução dos pais, em especial, da mãe, com o risco de morbilidade e mortalidade infantil.

É do nosso conhecimento que a taxa de analfabetismo da população portuguesa só na década de oitenta teve uma diminuição acentuada, embora em 1991 fosse ainda de 11% e em 2001 descesse para 9%.

Só nas décadas de cinquenta e sessenta subiu o número de portugueses com quatro anos de escolaridade, dando um salto enorme para onze anos em 1998!

O analfabetismo é ainda uma realidade, infelizmente, em Portugal, sendo as mulheres em número superior aos homens. Porém, quando analisado o grau de habilitações literárias, são as mulheres que atingem mais alto nível.

Apesar da diferença entre mulheres de mais baixo nível de instrução e as da mais alto nível ter vindo a reduzir-se, continua a registar-se uma mortalidade nas crianças até um ano de vida, cinco a seis vezes mais elevada no grupo das mães que não sabem ler nem escrever.

Considera-se que a questão mais relevante da medicina portuguesa se prende, desde o início do séc XXI, com a humanização dos cuidados de saúde ultrapassando o saber técnico.

A relação do médico com o utente tem uma importância fundamental pois criará os laços necessários de confiança que poderão ajudar a ultrapassar muitas situações problemáticas de saúde da criança.

A saúde da criança começa a ser cuidada muito antes da gestação pois depende da saúde dos seus progenitores. Assim, é considerável o interesse em se fazer uma verdadeira Educação Sexual para que não haja riscos de saúde desnecessários .

Compete ao médico de família uma grande missão -informar, esclarecer, tirar dúvidas, prevenir.

A prevenção será o melhor caminho para que as nossas crianças possam gozar de mais saúde, associada ao desejo de cada mãe saber mais de puericultura, higiene e alimentação de forma a ter a alegria de ver crescer filhos sem grandes problemas.

Que cada família ame e cuide as suas crianças a par do apoio dado pelo estado Português que se deseja que seja cada vez mais eficiente.

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