O governo dos EUA está a “estudar opções” para adquirir o território da Gronelândia. A informação foi veiculada pela própria Casa Branca, em comunicado à BBC, na qual Washington descreve a eventual anexação do território como uma “prioridade de segurança nacional” para a administração Trump.

O presidente e a sua equipa estão a estudar uma série de opções para atingir este importante objetivo de política externa”, afirma presidência norte-americana citada pela estação pública britânica. Os EUA adiantam ainda que uma eventual intervenção militar no território soberano da Dinamarca é uma das possibilidades em cima da mesa. “A utilização das forças armadas é sempre uma opção à disposição” do presidente, adiantam.

A posição de Washington surge num contexto de crescente preocupação pela soberania da Gronelândia, após a intervenção militar que resultou na captura de Nicolás Maduro, na Venezuela. No rescaldo deste incidente, o próprio Donald Trump voltou a afirmar que os EUA “precisam” da Gronelândia por razões de segurança.

A Europa e os países da NATO têm, por seu turno, reafirmado a soberania da Dinamarca sobre aquela região semi-autónoma, face às ambições cada vez mais explicitas da atual administração norte-americana. Esta segunda-feira, várias das principais lideranças europeias da aliança militar assinaram uma declaração conjunta, afirmando que “cabe à Dinamarca e à Gronelândia, e apenas a elas, decidir sobre assuntos que envolvam a Dinamarca e a Gronelândia” — ainda que a declaração não visasse diretamente os EUA, e reafirma-se a importância da aliança atlântica.

Também esta segunda-feira, Mette Frederiksen, a primeira-ministra dinamarquesa, advertiu que um ataque dos EUA ao território dinamarquês significaria o fim da NATO. Pela sua parte, em entrevista à CNN norte-americana, Stephen Miller, um dos principais conselheiros de Trump, reafirmou a “posição formal” dos EUA de que a Gronelândia “deve fazer parte” do país.

Questionado sobre se Washington excluiria o uso de força para tomar controlo do território, afirmou apenas que “ninguém vai lutar contra os EUA no que toca ao futuro da Gronelândia”.

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