Luís Montenegro escreveu esta terça-feira na rede social X que Portugal subscreve, em conjunto com os parceiros europeus, uma declaração que defende a autonomia da Gronelândia.
O primeiro-ministro seguiu os passos de líderes de sete países europeus – França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca – que assinaram esta terça-feira uma declaração conjunta a defender os direitos da região pertencente à Dinamarca.
Montenegro afirma que “a segurança no Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica”.
Frisa ainda que “o Reino da Dinamarca – incluindo a Gronelândia – faz parte da NATO”.
O anúncio surge depois das últimas pressões do governo norte-americano, liderado por Donald Trump, sobre a eventualidade dos EUA anexarem este território.
Donald Trump reiterou o objetivo de anexar a região numa entrevista dada no domingo, na qual afirmou que os EUA precisam da Gronelândia e descreveu a ilha como estando “rodeada de navios russos e chineses”.
O primeiro-ministro diz ainda que “os Estados Unidos são um parceiro essencial neste esforço” por serem aliados da NATO e relembra o acordo de defesa de 1951 entre o Reino da Dinamarca e os EUA.
A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57 mil habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.
Os Estados Unidos já lá possuem uma base militar e operaram no local cerca de outras 10 durante a Guerra Fria.

